C umpri meu desejo antigo
O sonho virou realidade
P raia de Copacabana e
A musa aqui comigo
C omo se não fosse verdade
A gora é só comemorar
B rindar o antigo
A dmirar o novo
N amorada a abraçar
A praia, os shows e o povo
*Decimar Biagini
31/12/09
26/12/09
Quem peca não colabora
http://pecadora.opsblog.org/about/
Quem peca não colabora
A menina saiu apressada
fez do sabor a madrugada
esqueceu o horário, a saia
vai chegar em casa, com vaia
Ontem era miudinha
agora é mulherão
pulava amarelinha
e rolava no chão
hoje empina a bundinha
e exibe o peitão
A menina sente o frio no traseiro
tem as finas pernas bambas
esqueceu o anel no banheiro
vai levar a grande bronca...
Foi um lance divertido
valeu pagar a pena
seu amigo possuído
salivando toda a cena
e viu um outro despido
depois de uma centena
A mulher espera aflita
olha a rua e beija a medalha
sabe que vai chamá-la de puta
e a ele, velho infeliz, de canalha
"Virgem, Nossa Senhora"
ela diz, "onde foi que errei?"
prefiro que vá embora
do que ferir nossa lei
quem peca não colabora
com a vontade do Cristo-rei.
Dhenova & Wasil Sacharuk
dezembro 2009
A menina saiu apressada
fez do sabor a madrugada
esqueceu o horário, a saia
vai chegar em casa, com vaia
Ontem era miudinha
agora é mulherão
pulava amarelinha
e rolava no chão
hoje empina a bundinha
e exibe o peitão
A menina sente o frio no traseiro
tem as finas pernas bambas
esqueceu o anel no banheiro
vai levar a grande bronca...
Foi um lance divertido
valeu pagar a pena
seu amigo possuído
salivando toda a cena
e viu um outro despido
depois de uma centena
A mulher espera aflita
olha a rua e beija a medalha
sabe que vai chamá-la de puta
e a ele, velho infeliz, de canalha
"Virgem, Nossa Senhora"
ela diz, "onde foi que errei?"
prefiro que vá embora
do que ferir nossa lei
quem peca não colabora
com a vontade do Cristo-rei.
Dhenova & Wasil Sacharuk
dezembro 2009
20/12/09
Soneto Maltrapilho
Soneto Maltrapilho
Transmutei sina em trocadilho
com meu poder de abstração
me fiz poeta ou só andarilho
rumos dispersos sem reunião
Escrevi meu soneto maltrapilho
e equivoquei o juízo da razão
não sei se sou pai ou sou filho
se sou a cria ou se sou criação
Do meu sentido esfarrapado
criei um poema desmetrificado
catorze versos nenhuma emoção
Do meu argumento malfadado
somente falácia nenhum recado
apenas premissas sem conclusão.
Wasil Sacharuk
dezembro 2009
19/12/09
SONETO ESCRAVO E POEMA LIVRE
Escreverei poemas e sonetos
Pois este é meu viciante ofício
Logo que faço meus quartetos
Os tecetos vêm sem sacrifício
Não digam por aí meus estilos
Diria que sou filho do improviso
Esta arte não tem esmerilhos
Então não definam meus motivos
Eu viverei servindo sem livros
E o soneto será meu escravo
Livro-me e vou saindo de cena
No segundo, um templo escavo
Não me alforrio, mas a alma lavo
O culto é obscuro, mas livre a pena
Decimar Biagini
Pois este é meu viciante ofício
Logo que faço meus quartetos
Os tecetos vêm sem sacrifício
Não digam por aí meus estilos
Diria que sou filho do improviso
Esta arte não tem esmerilhos
Então não definam meus motivos
Eu viverei servindo sem livros
E o soneto será meu escravo
Livro-me e vou saindo de cena
No segundo, um templo escavo
Não me alforrio, mas a alma lavo
O culto é obscuro, mas livre a pena
Decimar Biagini
17/12/09
Sonho Em Ondas
Chamo o sono evocando o mar.
e durmo num azul de placidez...
Em seu imaginário marulhar,
que embala o dormir em liquidez.
Eu amanheço ainda submergida
no delírio; o travesseiro ao lado
são ondas; seguem fluindo vida.
Na íris o sonho já quase acabado.
Nessas vagas, desperto atontada.
O pulsar do oceano sigo ouvindo.
Memória viva de mãos molhadas.
A praia continua aí me sorrindo.
Nos pés: tramas de areia rendada,
espuma desse prazeroso devaneio,
qual lençol suave; pele acetinada.
O frenesi vai em ondas, como veio...
Rosemarie Schossig Torres
e durmo num azul de placidez...
Em seu imaginário marulhar,
que embala o dormir em liquidez.
Eu amanheço ainda submergida
no delírio; o travesseiro ao lado
são ondas; seguem fluindo vida.
Na íris o sonho já quase acabado.
Nessas vagas, desperto atontada.
O pulsar do oceano sigo ouvindo.
Memória viva de mãos molhadas.
A praia continua aí me sorrindo.
Nos pés: tramas de areia rendada,
espuma desse prazeroso devaneio,
qual lençol suave; pele acetinada.
O frenesi vai em ondas, como veio...
Rosemarie Schossig Torres
14/12/09
CONETO COMENTARISTA
Comentando comentários
Carregamos cumplicidade
Cumprimentando colegas
Certificando completude
Comentários comentados
Carinhos conquistados
Campeões comentaristas
Cuspindo certas críticas
Cumprimos certificações
Conquistamos corações
Com comentários carentes
Contudo, certos concorrentes
Contarão caprichos contundentes
Contra comentários comentados
Cecimar Ciagini
* Brincadeira que fiz com o pessoal da Comuna Balcão de Poemas ao criarem o tópico comentando comentários...
Carregamos cumplicidade
Cumprimentando colegas
Certificando completude
Comentários comentados
Carinhos conquistados
Campeões comentaristas
Cuspindo certas críticas
Cumprimos certificações
Conquistamos corações
Com comentários carentes
Contudo, certos concorrentes
Contarão caprichos contundentes
Contra comentários comentados
Cecimar Ciagini
* Brincadeira que fiz com o pessoal da Comuna Balcão de Poemas ao criarem o tópico comentando comentários...
AS RESPOSTAS QUE NÃO INSISTO
______________________________________
Tudo posso naquele amor que me faz real
Deixo que ele me responda às dúvidas
Sem qualquer pressão, para que seja natural
Sei bem, não sou perfeito, tenho dívidas
Mas meu coração, esse é puro, sem igual
Já não procuro as respostas no amanhã
Vivo o hoje e recordo das noites quentes
Procuro relaxar, buscar paz com mente sã
Ver as coisas simples e torná-las diferentes
Não fico em cima do muro, sou só da Musa
Me tornei forte na forja do verso que abusa
Por certo que não existem amores perfeitos
Mas a imperfeição enfeitiçou-me com seus jeitos
Decimar Biagini
Tudo posso naquele amor que me faz real
Deixo que ele me responda às dúvidas
Sem qualquer pressão, para que seja natural
Sei bem, não sou perfeito, tenho dívidas
Mas meu coração, esse é puro, sem igual
Já não procuro as respostas no amanhã
Vivo o hoje e recordo das noites quentes
Procuro relaxar, buscar paz com mente sã
Ver as coisas simples e torná-las diferentes
Não fico em cima do muro, sou só da Musa
Me tornei forte na forja do verso que abusa
Por certo que não existem amores perfeitos
Mas a imperfeição enfeitiçou-me com seus jeitos
Decimar Biagini
13/12/09

O PRINCÍPIO DO TEU OLHAR
A linguagem do nosso amor
Foi o princípio do teu olhar
Essência da mais bela flor
No jardim , eu sei que vou te amar.
Eu serei tua Camélia
Você é minha luz , meu Girassol
Minha pele na tua fragrância
Numa manhã de lindo sol.
Te amo em transparência de tela
Na cor e semente da minha vida
Ateaste uma chama em aquarela.
No meu corpo , teu perfume íntimo
Tatuando na pele esse amor
Arde o néctar da união em flor.
Ana Maria Marques
PLANTIO DO AMOR
......................................
Plantei um pé de amor
Lá na curva do coração
Deu fruta de toda cor
Sementes de inspiração
Hoje, recordando magias
Pois recordar é colher
Sentirei vida nos meus dias
Daqui até o envelhecer
Ainda um pouco anestesiado
Com tanta, mas tanta felicidade
Tornei-me um louco extasiado
Com a seiva do amor de verdade
E esta árvore que ganhou forma
Tornou-se uma harmônica canção
Para cultivar amor não há norma
É planta que nasce em todo chão
Decimar Biagini
Plantei um pé de amor
Lá na curva do coração
Deu fruta de toda cor
Sementes de inspiração
Hoje, recordando magias
Pois recordar é colher
Sentirei vida nos meus dias
Daqui até o envelhecer
Ainda um pouco anestesiado
Com tanta, mas tanta felicidade
Tornei-me um louco extasiado
Com a seiva do amor de verdade
E esta árvore que ganhou forma
Tornou-se uma harmônica canção
Para cultivar amor não há norma
É planta que nasce em todo chão
Decimar Biagini
O QUE SERÃO DO NATAL?
Vira a noite, e mais uma vez, o ponteiro
E nesse reponte, se foi o mês, tão ligeiro
Chega o natal, o consumo, e a depressão
Fico mal, e pior que nem fumo, e dói o pulmão
As pessoas nas ruas, com seus canos de descarga
Na praia, andam nuas, sujam a areia, o mar, a calçada
As crianças, tiram os sapatos, e vão para os semáforos
Nessas andanças, viram gatos, explorados por anteparos
Toda a doação, toda a solidariedade, dura até o dia 26
E nesse diapasão, tudo volta à normalidade! Inclusive vocês?
Que nada, vem o ano novo, compra-se roupas brancas e porcos
E na ressacada, joga comida o povo, à santas, mantras e mortos
E as crianças, no próximo inverno, continuam sem roupas e sem comida
Mas são tantas! Como resgatá-las do inferno? Melhor cada um cuidar da sua vida?
Decimar Biagini
E nesse reponte, se foi o mês, tão ligeiro
Chega o natal, o consumo, e a depressão
Fico mal, e pior que nem fumo, e dói o pulmão
As pessoas nas ruas, com seus canos de descarga
Na praia, andam nuas, sujam a areia, o mar, a calçada
As crianças, tiram os sapatos, e vão para os semáforos
Nessas andanças, viram gatos, explorados por anteparos
Toda a doação, toda a solidariedade, dura até o dia 26
E nesse diapasão, tudo volta à normalidade! Inclusive vocês?
Que nada, vem o ano novo, compra-se roupas brancas e porcos
E na ressacada, joga comida o povo, à santas, mantras e mortos
E as crianças, no próximo inverno, continuam sem roupas e sem comida
Mas são tantas! Como resgatá-las do inferno? Melhor cada um cuidar da sua vida?
Decimar Biagini
11/12/09
ESTRANHA HUMANIDADE
E m um mundo de idéias
S em uma pós concepção
T ravam-se guerras velhas
R umo a própria destruição
A única certeza é a mazela
N o dorso da civilização
H omem, fruto de eva
A maça pede nova degustação
_____________________________
H umanidade desumana
U m poeta braziliense dizia
M úsica da legião urbana
A ssunto de reflexão e rebeldia
N ão há por certo uma definição
I nquisidores a perseguiram em tirania
D ogmas humanos sem conclusão
A teoria evolucionista de darwin vingaria?
D o pó vieram e ao pó voltarão
E então por que Deus se preocuparia?
************************************************
Decimar Biagini
S em uma pós concepção
T ravam-se guerras velhas
R umo a própria destruição
A única certeza é a mazela
N o dorso da civilização
H omem, fruto de eva
A maça pede nova degustação
_____________________________
H umanidade desumana
U m poeta braziliense dizia
M úsica da legião urbana
A ssunto de reflexão e rebeldia
N ão há por certo uma definição
I nquisidores a perseguiram em tirania
D ogmas humanos sem conclusão
A teoria evolucionista de darwin vingaria?
D o pó vieram e ao pó voltarão
E então por que Deus se preocuparia?
************************************************
Decimar Biagini
08/12/09
NORMAL

Normal , eu ?
Me pego insana
todos os dias.
No palco da minha vida
sou coadjuvante
represento
personagens diversos...
Saio do esconderijo
Ensaio o texto
Risco o contexto
Dou um chute no antigo
armário
Deixo voar meus reles
sentimentos.
Não quero ser normal
o normal
é pura rotina
é apático
é viver em silêncio.
Quero um jeito anormal
de viver
Quero escrever poesias
Derrubando minhas paredes
Uma mesa , alguns papéis
Uma lua , brilhando pela manhã
na fresta da minha janela .
Ana Maria Marques
SOU UM MAR SEM NAVEGADOR

Em música das ondas do mar
Escuto uma melodia radiante
Imagino você chegar
Com seu corpo aconchegante.
Descobri que a poesia , descreve
Não abre mão da minha dor
Sou um mar sem navegador
Criando personagens , ela me prescreve.
Enfeito-me com um colar
de pérolas e conchas
Quero na praia te amar.
Nosso amor é um azul cristal
é antes de tudo , um porto seguro
Sem âncora , maralto sem igual.
Ana Maria Marques
07/12/09
SONETISTA
S ábio é o sonetista que perpetua
O uve a alma do poeta lá da rua
N o despir dos versos se insinua
E nsina, acalma, completa, apruma
T odo ser que se diz ser poeta
I nquieta-se e rende-se ao soneto
S ábia forma escrita de conquista
T rascrita individual ou em dueto
A escritura ganha corpo e vive
S ob uma nova interpretação
O leitor torna-se o grande ourive
N essa ótica, o melhor soneto
E nraiza-se na leitura que não tive
T rata-se do lado oculto escrito
Decimar Biagini
O uve a alma do poeta lá da rua
N o despir dos versos se insinua
E nsina, acalma, completa, apruma
T odo ser que se diz ser poeta
I nquieta-se e rende-se ao soneto
S ábia forma escrita de conquista
T rascrita individual ou em dueto
A escritura ganha corpo e vive
S ob uma nova interpretação
O leitor torna-se o grande ourive
N essa ótica, o melhor soneto
E nraiza-se na leitura que não tive
T rata-se do lado oculto escrito
Decimar Biagini
01/12/09
A Mística das Idéias
Volutas no ar, soberbas espirais,
chegam idéias em aéreo caminho,
sopradas pela musa, com carinho.
Versos voláteis vindo pelos vitrais.
Vem pairando, em vôos desiguais,
Às vezes rápido, ora devagarzinho,
poemas vozeiam ou são quietinhos,
brotam vindos de diferentes canais.
Sempre são bem-vindas inspirações,
que trato com uma veneração lírica.
Mística além de mim, das amplidões.
Palavras que ultrapassam a empírica.
Procedimento sem lógica explicação.
Talvez criação de minha alma onírica.
Rosemarie Schossig Torres
Volutas no ar, soberbas espirais,
chegam idéias em aéreo caminho,
sopradas pela musa, com carinho.
Versos voláteis vindo pelos vitrais.
Vem pairando, em vôos desiguais,
Às vezes rápido, ora devagarzinho,
poemas vozeiam ou são quietinhos,
brotam vindos de diferentes canais.
Sempre são bem-vindas inspirações,
que trato com uma veneração lírica.
Mística além de mim, das amplidões.
Palavras que ultrapassam a empírica.
Procedimento sem lógica explicação.
Talvez criação de minha alma onírica.
Rosemarie Schossig Torres
29/11/09
TEMPO LOUCO
Hoje o céu está azul
Tempo bom aqui no sul
Choveu tanto, mas tanto
Será que Deus estava em pranto?
Se sim, somos responsáveis
A natureza pede socorro
As enchentes e ventos intermináveis
Ora eu nado, ora eu corro
Por certo que não existem estações
Tudo ficou tão indefinido
Mas o céu azul veio e acalmou cidadãos
Que com a intemperança
Muito haviam perdido
Menos a esperança
Decimar Biagini
28/11/09
SONETO À INSPIRAÇÃO MAIOR
Pelas linhas santas bidimensionais, eu percorro
Nas minhas lembranças ancestrais, me socorro
Descubro-me no vão do silêncio inquebrantável
Procuro-me, mas não me esqueço do memorável
Último momento em que saiu, que a porta ainda bate
Retrato de fim de tarde que chancelou nosso amor
Como da vez que de você surgiu a musa do mate
Ou do momento em que demos a vida novo sabor
Quantas obras foram feitas na sua ausência
O poeta que ama não teme a decadência
Traz consigo a força do amor indestrutível
Por isso digo: - na fossa, a saudade é combustível
Mas a Musa é a mola mestra fundamental, o princípio,
O meio, e o final, não há nada igual, é insubstituível
Decimar Biagini, 28 de novembro de 2009
Nas minhas lembranças ancestrais, me socorro
Descubro-me no vão do silêncio inquebrantável
Procuro-me, mas não me esqueço do memorável
Último momento em que saiu, que a porta ainda bate
Retrato de fim de tarde que chancelou nosso amor
Como da vez que de você surgiu a musa do mate
Ou do momento em que demos a vida novo sabor
Quantas obras foram feitas na sua ausência
O poeta que ama não teme a decadência
Traz consigo a força do amor indestrutível
Por isso digo: - na fossa, a saudade é combustível
Mas a Musa é a mola mestra fundamental, o princípio,
O meio, e o final, não há nada igual, é insubstituível
Decimar Biagini, 28 de novembro de 2009
REVELAÇÃO

Neste momento
a ponta de meus dedos
comanda a mente.
Esta areia que de mim escorre
derrama mágoas,
ri,
esculpe castelos e seus calabouços,
trapaceia,
confessa segredos.
Minhas palavras são disformes,
movediças,
vazam das paredes,
derramam-se do teto,
escondem-se em minhas mãos
codificadas em impulsos elétricos.
E é no meu escuro que dançam,
tomam forma de luz,
de frases que brilham
em papéis timbrados com tinta fluorescente
e desta fotografia que me atormenta
pedindo revelação.
(Celso Mendes)
21/11/09
EQUILIBRISTA DE BENGALA
Sou equilibrista de bengala.
Por uma corda bamba oscilo.
Quando a vida é alça sem mala,
peço as lágrimas do crocodilo.
Mato cada dia o tempo perdido,
resgatando velhas idéias do limbo.
Escrevo textos dedicados ao olvido,
que caducam com o meu carimbo.
Nas horas em que foge a decisão,
invisto no cara ou coroa acabrunhada.
Afogo no mar da dúvida; irresolução
e acabo sempre ancorando no nada.
Lugar ao sol; quero fugir do abandono;
desfrutar da boa companhia, colo macio.
Mas na hora do bem bom, caio no sono
E quase sempre desemboco no vazio...
Rosemarie Schossig Torres
Por uma corda bamba oscilo.
Quando a vida é alça sem mala,
peço as lágrimas do crocodilo.
Mato cada dia o tempo perdido,
resgatando velhas idéias do limbo.
Escrevo textos dedicados ao olvido,
que caducam com o meu carimbo.
Nas horas em que foge a decisão,
invisto no cara ou coroa acabrunhada.
Afogo no mar da dúvida; irresolução
e acabo sempre ancorando no nada.
Lugar ao sol; quero fugir do abandono;
desfrutar da boa companhia, colo macio.
Mas na hora do bem bom, caio no sono
E quase sempre desemboco no vazio...
Rosemarie Schossig Torres
19/11/09
Variações Acerca da Ilusão
Variações Acerca da Ilusão
A casa onde mora ilusão
não é um buraco no vão
um argumento destituido
inconsistente e diluído
Não tem no juízo a razão
desconhecimento empírico
sem estatuto científico
desejo de pura expressão
Ilusão tem a cara de musa
de natureza doce e confusa
e insinua a real fantasia
É a mãe do fogo da criação
tem como amiga a inspiração
habita o reino da poesia.
Wasil Sacharuk
novembro 2009
A casa onde mora ilusão
não é um buraco no vão
um argumento destituido
inconsistente e diluído
Não tem no juízo a razão
desconhecimento empírico
sem estatuto científico
desejo de pura expressão
Ilusão tem a cara de musa
de natureza doce e confusa
e insinua a real fantasia
É a mãe do fogo da criação
tem como amiga a inspiração
habita o reino da poesia.
Wasil Sacharuk
novembro 2009
18/11/09
RIMAS AO NATURAL
__________________________
Hoje eu não queria falar com rimas
Mas gosto delas, não nego
Piso nas palavras como em minas
Cada passo é um passo cego
Por quais razões eu explodiria?
Talvez na dor de uma perda
Talvez nas rimas me reencontraria
Naquilo que do coração se herda
Carrego lembranças de um amor
Que ainda lateja, embora dolorido
A esperança é minha luta na dor
De que ainda não o tenha perdido
Naturalmente, sem que antes visse
As rimas estavam lá a me dizer
Como que o amor nelas me imprimisse
Naquilo que não pude transparecer
Decimar Biagini
______________________________
*Nosso amor é como um bom livro,
a melhor compreensão está no rodapé,
a descrição está nas rimas, a esperança
está na forma como interpretaremos isso,
e o final feliz, fica com a imaginação.
Hoje eu não queria falar com rimas
Mas gosto delas, não nego
Piso nas palavras como em minas
Cada passo é um passo cego
Por quais razões eu explodiria?
Talvez na dor de uma perda
Talvez nas rimas me reencontraria
Naquilo que do coração se herda
Carrego lembranças de um amor
Que ainda lateja, embora dolorido
A esperança é minha luta na dor
De que ainda não o tenha perdido
Naturalmente, sem que antes visse
As rimas estavam lá a me dizer
Como que o amor nelas me imprimisse
Naquilo que não pude transparecer
Decimar Biagini
______________________________
*Nosso amor é como um bom livro,
a melhor compreensão está no rodapé,
a descrição está nas rimas, a esperança
está na forma como interpretaremos isso,
e o final feliz, fica com a imaginação.
O tom mais próximo...

Hoje comecei uma tela
com a cor do coração
pintei de amarelo permanente
todo o fundo de emoção
pintei de laca gerânio
muitas flores
sem desespero nos amores
pintei de gris de payne
toda a borda
e de violeta cobalto
o tom mais próximo
de repente...
esmoreci
as palavras
me chamaram
fiz que não ouvi
e quis também pintar de azul celeste
certos detalhes
mas saiu um esverdeado estranho
sem noção, sem cuidado
até que no final ficou bonito
a poesia pintada
no quadro feito de madrugada.
Dhenova - maio/2009
com a cor do coração
pintei de amarelo permanente
todo o fundo de emoção
pintei de laca gerânio
muitas flores
sem desespero nos amores
pintei de gris de payne
toda a borda
e de violeta cobalto
o tom mais próximo
de repente...
esmoreci
as palavras
me chamaram
fiz que não ouvi
e quis também pintar de azul celeste
certos detalhes
mas saiu um esverdeado estranho
sem noção, sem cuidado
até que no final ficou bonito
a poesia pintada
no quadro feito de madrugada.
Dhenova - maio/2009
13/11/09
Vocabulário
Vocabulário
Eu li palavras cegas
sem tréguas, sem regras...
e apenas uma me engana
na trama
na lama
sussurrada em versos
a quem se ama
Ainda assim
palavras adentram a noite
são espelhos, por fim
refletem na pele o açoite
palavra é irreal dimensão
imita formas e cores
toques e odores
paciência à sofreguidão
se minha palavra
é fato...
ou retrato
infiel abstrato
daquilo que a língua
não lavra
palavra...
Wasil Sacharuk
novembro 2009
Eu li palavras cegas
sem tréguas, sem regras...
e apenas uma me engana
na trama
na lama
sussurrada em versos
a quem se ama
Ainda assim
palavras adentram a noite
são espelhos, por fim
refletem na pele o açoite
palavra é irreal dimensão
imita formas e cores
toques e odores
paciência à sofreguidão
se minha palavra
é fato...
ou retrato
infiel abstrato
daquilo que a língua
não lavra
palavra...
Wasil Sacharuk
novembro 2009
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